Incrível como eu também me farto dos bonecos, logo eu.
Dos bonecos não, das pessoas que neles trabalham. Sei que há mais trabalho, mas também há mais uma pessoa. Se há mais duas mãos porque continua tudo a vir parar a mim na mesma? Quando me fartar de ouvir gritarem por mim, por quem gritarei eu?
Trabalhar para os outros custa, mas custa ainda mais quando fazemos mais do que a nossa missão.
Quero férias e muitooooo descanso, uma praia, uma boa companhia e uns batidos.
domingo, 30 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Silvia e as novas tecnologias
"Queridos colegas,
Hoje vou estar o dia todo em conf. Call: peço a vossa cooperação no sentido de falarem mais baixinho porque esta coisa da cofidis que eu tenho na cabeca so tem um auscultador e acho que o sr. que esta do outro lado ouve tudo.
Obrigada,
Silvia"
Que querida... ;p
Hoje vou estar o dia todo em conf. Call: peço a vossa cooperação no sentido de falarem mais baixinho porque esta coisa da cofidis que eu tenho na cabeca so tem um auscultador e acho que o sr. que esta do outro lado ouve tudo.
Obrigada,
Silvia"
Que querida... ;p
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Acho que sou
Misantropia é a aversão ao ser humano e à natureza humana no geral. Também engloba uma posição de desconfiança e tendência para antipatizar com outras pessoas. Um misantropo é alguém que odeia a humanidade de uma forma generalizada. A palavra vem do grego misanthropía, a junção dos termos μίσος (ódio) e άνθρωπος (homem, ser humano). O termo também é aplicável a todos aqueles que se tornam solitários por causa dos sentimentos acima mencionados (de destacar o elevado grau de desconfiança que detêm pelas outras pessoas em geral).
O misantropo
É uma pessoa que tem aversão ao convívio social, adora viver em isolamento.
Aquele que não mostra preocupação em se dar com as outras pessoas, de ter uma vida social preenchida - tendência a ter uma pouca ou praticamente inexistente vida social.
Estado de reclusão que alguns indivíduos escolhem para viver.
Formas de misantropia mais comuns
Os misantropos expressam uma antipatia geral para com a humanidade e a sociedade, mas geralmente a maioria deles têm relações normais com indivíduos específicos (familiares, amigos, companheiros, por exemplo). A misantropia pode ser motivada por sentimentos de isolamento ou alienação social, ou simplesmente desprezo pelas características prevalecentes da humanidade/sociedade.
A misantropia não implica necessariamente uma atitude bizarra em relação à humanidade. Um misantropo não vive afastado do mundo, das pessoas, apenas é reservado demorando tempo a confiar nelas e por isso, é habitual serem poucos os seus amigos. Olham para todas as pessoas com uma grande dose de desconfiança, é frequente serem feitos "juízos de cálculo" de cada um que se aproxime, embora muitas vezes não o demonstrem. São pessoas que não gostam de grande agitação ao seu redor, pois não se sentem bem diante de muita gente, preferindo ficar em casa a sair para locais de diversão (indisposição para ir a lugares com muita gente, o que invariavelmente faz da pessoa uma caseira convicta). Podem ocorrer frequentes mudanças de humor: ora feliz, ora melancólico, o termómetro do estado de espírito fica louco, oscilando constantemente (poucas são as pessoas que vêem este seu aspecto, normalmente as mais próximas). Normalmente são muito perfeccionistas no que gostam de fazer e no que se comprometem a fazer. É muito frequente destacarem-se nas áreas em que estão inseridos, pois dedicam grande parte do seu tempo ao trabalho. São também na sua maioria possuidores de um quociente de inteligência muito elevado que pode ou não surgir de imediato. A misantropia costuma aparecer desde logo durante a infância em crianças tímidas, introvertidas e caladas que têm dificuldades em fazer amigos, nomeadamente na escola, preferindo muitas vezes ficarem sozinhas. Com o passar dos anos, tendem a ser bastante sarcásticos/irónicos nas observações que fazem (pode-se dizer que em parte a grande timidez é substituída ou disfarçada por estas duas características) - têm uma interpretação muito própria de tudo aquilo que vêem e de tudo aquilo que lhes é dito pelas outras pessoas, sendo bastante observadores e atentos ao que os rodeia embora, muitas vezes, não o pareça.
Uma das explicações mais consistentes para esta aversão social deriva do facto de darem bastante relevância aos aspectos negativos que constatam nas pessoas ou simplesmente terem medo que estas os desiludam, daí as evitarem. Têm uma forte sensibilidade ficando extremamente afectados com tudo o que os rodeia (mesmo que muitas vezes não estejam envolvidos directamente) daí ser muito fácil, ao longo da vida, passarem por várias depressões.
Expressões evidentes de misantropia são comuns na sátira e na comédia, embora a intensão seja geralmente rara. Expressões mais subtis são mais comuns, especialmente para mostrar as faltas/falhas na humanidade e sociedade. A sociedade como um todo na verdade não passa de um circo, onde os media promovem o espectáculo e o público (sociedade) a consome. No contexto da anti-sociedade a sociedade em si, torna-se a atracção: “O mundo é um palco…”
O misantropo
É uma pessoa que tem aversão ao convívio social, adora viver em isolamento.
Aquele que não mostra preocupação em se dar com as outras pessoas, de ter uma vida social preenchida - tendência a ter uma pouca ou praticamente inexistente vida social.
Estado de reclusão que alguns indivíduos escolhem para viver.
Formas de misantropia mais comuns
Os misantropos expressam uma antipatia geral para com a humanidade e a sociedade, mas geralmente a maioria deles têm relações normais com indivíduos específicos (familiares, amigos, companheiros, por exemplo). A misantropia pode ser motivada por sentimentos de isolamento ou alienação social, ou simplesmente desprezo pelas características prevalecentes da humanidade/sociedade.
A misantropia não implica necessariamente uma atitude bizarra em relação à humanidade. Um misantropo não vive afastado do mundo, das pessoas, apenas é reservado demorando tempo a confiar nelas e por isso, é habitual serem poucos os seus amigos. Olham para todas as pessoas com uma grande dose de desconfiança, é frequente serem feitos "juízos de cálculo" de cada um que se aproxime, embora muitas vezes não o demonstrem. São pessoas que não gostam de grande agitação ao seu redor, pois não se sentem bem diante de muita gente, preferindo ficar em casa a sair para locais de diversão (indisposição para ir a lugares com muita gente, o que invariavelmente faz da pessoa uma caseira convicta). Podem ocorrer frequentes mudanças de humor: ora feliz, ora melancólico, o termómetro do estado de espírito fica louco, oscilando constantemente (poucas são as pessoas que vêem este seu aspecto, normalmente as mais próximas). Normalmente são muito perfeccionistas no que gostam de fazer e no que se comprometem a fazer. É muito frequente destacarem-se nas áreas em que estão inseridos, pois dedicam grande parte do seu tempo ao trabalho. São também na sua maioria possuidores de um quociente de inteligência muito elevado que pode ou não surgir de imediato. A misantropia costuma aparecer desde logo durante a infância em crianças tímidas, introvertidas e caladas que têm dificuldades em fazer amigos, nomeadamente na escola, preferindo muitas vezes ficarem sozinhas. Com o passar dos anos, tendem a ser bastante sarcásticos/irónicos nas observações que fazem (pode-se dizer que em parte a grande timidez é substituída ou disfarçada por estas duas características) - têm uma interpretação muito própria de tudo aquilo que vêem e de tudo aquilo que lhes é dito pelas outras pessoas, sendo bastante observadores e atentos ao que os rodeia embora, muitas vezes, não o pareça.
Uma das explicações mais consistentes para esta aversão social deriva do facto de darem bastante relevância aos aspectos negativos que constatam nas pessoas ou simplesmente terem medo que estas os desiludam, daí as evitarem. Têm uma forte sensibilidade ficando extremamente afectados com tudo o que os rodeia (mesmo que muitas vezes não estejam envolvidos directamente) daí ser muito fácil, ao longo da vida, passarem por várias depressões.
Expressões evidentes de misantropia são comuns na sátira e na comédia, embora a intensão seja geralmente rara. Expressões mais subtis são mais comuns, especialmente para mostrar as faltas/falhas na humanidade e sociedade. A sociedade como um todo na verdade não passa de um circo, onde os media promovem o espectáculo e o público (sociedade) a consome. No contexto da anti-sociedade a sociedade em si, torna-se a atracção: “O mundo é um palco…”
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Vizinhos
Detesto viver em maus ambientes!
Esta manhã acordei super irritada, até chegar ao escritório foram só contratempos...:(
Desde 6a feira que ando a acumular um conflito de interesses. Há duas semanas que tenho uma nova vizinha de quarto e a coisa não me parece estar a ir pelo bom caminho. Estando a morar comigo há tão pouco tempo parece-me completamente desproporcionado pedir-me a TV emprestada para ficar no quarto dela durante todo o fim de semana. Foi logo no início que eu disse que estavam à vontade para irem para o meu quarto ver televisão, sou a única com tv lá em casa, vida itenerante de quem não tem ainda casa própria. Dou-me muito bem com uma delas e respeitamos o espaço de cada uma. Outra chegou, super manienta, e mostra as garras desde que lhe respondi que não me importava que fosse ver tv para o meu quarto mas levar a tv não porque a outra colega poderia querer ver também. Amuou, sou lá mãe para ter que aturar estas merdas!
Ontem, quando cheguei de f-d-s estava fechada no quarto com companhia. Eu arrumei as minhas coisas, limpei o quarto e fiz uma máquina de roupa, como sempre perguntei à minha companheira de há mais tempo se tinha alguma coisa para lavar também, poupança de água. Assim sendo a máquina lavou.
Combinámos ir ver um filme, enquanto assistiamos ao início grita a outra: "A máquina já lavou. Também quero lavar a minha roupa!" Levantámo-nos as duas para a irmos estender. Estava a jantar com uma das amigas que passam a vida lá em casa. Mais parece uma pensão desde que ela se mudou para lá. Até estaria tudo ok, se ela não adoptasse atitudes parvas e infantins. Tivemos também que retirar os guardanapos, o rolo de cozinha e o saco das pipas de cima da mesa da cozinha porque fazem confusão à menina, hello, a cozinha é mínima, é suposto comeres no quarto, é para isso que tens lá uma mesa...
Mas se lhe faz tanta confusão e queria jantar com a amiga podias tirar as coisas e voltares a pôr, não custa nada.
Hoje de manhã, eu que me levanto sempre à mesma hora tive que estar à espera que sua excelência tomasse o seu banho prolooooooooongado para poder ir tomar o meu duche. Aproveitei para apanhar a roupa já seca e acabar de estender a outra.
Lá segui para o banho após lhe dar um bom dia de desprezo. Tomei duche, usei o gel de limpeza facial, depois o creme hidratante, escovar os dentes, elixir, e depois passar a escova no cabelo. Então não é que a idiota bateu à porta para lavar os dentes???!!!
Temos de ter uma conversinha, eu não bato à porta quando tomas banho e eu me atraso, quem te julgas? Foste a última a chegar e ainda por cima atrasas o pagamento e julgas-te na possibilidade de fazer exigências? Tu baixa a crista, baixa a crista ou as coisas começam a correr mal.
E já agora, da próxima vez que comentares que o lixo necessita de ser despejado - vê se tomas a iniciativa e o levas, tá? Não sou eu que nem fiz lixo durante o f-d-s.
E já agora uma última coisinha, a botija de gás está à espera que a troques.
Não bastava o atraso da manhã e também o comboio se atrasou, que infortúnio. Espero que seja o anúncio duma semana em grande.
Esta manhã acordei super irritada, até chegar ao escritório foram só contratempos...:(
Desde 6a feira que ando a acumular um conflito de interesses. Há duas semanas que tenho uma nova vizinha de quarto e a coisa não me parece estar a ir pelo bom caminho. Estando a morar comigo há tão pouco tempo parece-me completamente desproporcionado pedir-me a TV emprestada para ficar no quarto dela durante todo o fim de semana. Foi logo no início que eu disse que estavam à vontade para irem para o meu quarto ver televisão, sou a única com tv lá em casa, vida itenerante de quem não tem ainda casa própria. Dou-me muito bem com uma delas e respeitamos o espaço de cada uma. Outra chegou, super manienta, e mostra as garras desde que lhe respondi que não me importava que fosse ver tv para o meu quarto mas levar a tv não porque a outra colega poderia querer ver também. Amuou, sou lá mãe para ter que aturar estas merdas!
Ontem, quando cheguei de f-d-s estava fechada no quarto com companhia. Eu arrumei as minhas coisas, limpei o quarto e fiz uma máquina de roupa, como sempre perguntei à minha companheira de há mais tempo se tinha alguma coisa para lavar também, poupança de água. Assim sendo a máquina lavou.
Combinámos ir ver um filme, enquanto assistiamos ao início grita a outra: "A máquina já lavou. Também quero lavar a minha roupa!" Levantámo-nos as duas para a irmos estender. Estava a jantar com uma das amigas que passam a vida lá em casa. Mais parece uma pensão desde que ela se mudou para lá. Até estaria tudo ok, se ela não adoptasse atitudes parvas e infantins. Tivemos também que retirar os guardanapos, o rolo de cozinha e o saco das pipas de cima da mesa da cozinha porque fazem confusão à menina, hello, a cozinha é mínima, é suposto comeres no quarto, é para isso que tens lá uma mesa...
Mas se lhe faz tanta confusão e queria jantar com a amiga podias tirar as coisas e voltares a pôr, não custa nada.
Hoje de manhã, eu que me levanto sempre à mesma hora tive que estar à espera que sua excelência tomasse o seu banho prolooooooooongado para poder ir tomar o meu duche. Aproveitei para apanhar a roupa já seca e acabar de estender a outra.
Lá segui para o banho após lhe dar um bom dia de desprezo. Tomei duche, usei o gel de limpeza facial, depois o creme hidratante, escovar os dentes, elixir, e depois passar a escova no cabelo. Então não é que a idiota bateu à porta para lavar os dentes???!!!
Temos de ter uma conversinha, eu não bato à porta quando tomas banho e eu me atraso, quem te julgas? Foste a última a chegar e ainda por cima atrasas o pagamento e julgas-te na possibilidade de fazer exigências? Tu baixa a crista, baixa a crista ou as coisas começam a correr mal.
E já agora, da próxima vez que comentares que o lixo necessita de ser despejado - vê se tomas a iniciativa e o levas, tá? Não sou eu que nem fiz lixo durante o f-d-s.
E já agora uma última coisinha, a botija de gás está à espera que a troques.
Não bastava o atraso da manhã e também o comboio se atrasou, que infortúnio. Espero que seja o anúncio duma semana em grande.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Estagiária Manienta
Há quem não se toque!
Existem estagiários e estagiários. Estou neste preciso momento a ajudar uma estagiária patricinha a fazer o que LHE mandaram fazer, e faço o dobro ou o triplo do que ela faz no mesmo tempo.
Pediram-lhe para adiantar traduções e como a menina não sabe organizar o tempo passou algumas para mim. Já é mau estar a pedir-me para fazer uma coisa do departamento onde ela está a estagiar que é tarefa dela, quanto mais ainda telefonar a questionar as minhas traduções.
Antes de tu vires para cá já eu levo 1 ano e meio de traduções dessas. Nem o Inglês percebe, está a traduzir sem ler o que está a traduzir, não querida Sell aqui não é venda, é o diminutivo duma jornalista que coloca perguntas às artistas, credo, como puderam contratar uma estagiária assim??? Mal sabe falar Inglês, a não ser sobre o vocabulário de moda, aí sim, é especialista.
Wake up!
Ainda tem a ousadia de dizer que tem de estar a corrigir a minha tradução!!! Amiga, a sério, deixa-te de ai não me toques e dá mas é corda aos dedinhos.
Ele há cada um mais mal agradecido!
Agora vou fazer tempo até lhe passar a última tradução, vim aqui manifestar a minha estupefacção perante a mania e acalmar um pouco a minha fúria.
E as costas que continuam a acumular tensão, a aula de ioga em vez de relaxar deixou-me cheia de stress.
Vou mas é ler um bocadinho para ver se ela se toca.
Existem estagiários e estagiários. Estou neste preciso momento a ajudar uma estagiária patricinha a fazer o que LHE mandaram fazer, e faço o dobro ou o triplo do que ela faz no mesmo tempo.
Pediram-lhe para adiantar traduções e como a menina não sabe organizar o tempo passou algumas para mim. Já é mau estar a pedir-me para fazer uma coisa do departamento onde ela está a estagiar que é tarefa dela, quanto mais ainda telefonar a questionar as minhas traduções.
Antes de tu vires para cá já eu levo 1 ano e meio de traduções dessas. Nem o Inglês percebe, está a traduzir sem ler o que está a traduzir, não querida Sell aqui não é venda, é o diminutivo duma jornalista que coloca perguntas às artistas, credo, como puderam contratar uma estagiária assim??? Mal sabe falar Inglês, a não ser sobre o vocabulário de moda, aí sim, é especialista.
Wake up!
Ainda tem a ousadia de dizer que tem de estar a corrigir a minha tradução!!! Amiga, a sério, deixa-te de ai não me toques e dá mas é corda aos dedinhos.
Ele há cada um mais mal agradecido!
Agora vou fazer tempo até lhe passar a última tradução, vim aqui manifestar a minha estupefacção perante a mania e acalmar um pouco a minha fúria.
E as costas que continuam a acumular tensão, a aula de ioga em vez de relaxar deixou-me cheia de stress.
Vou mas é ler um bocadinho para ver se ela se toca.
La cucaracha
Já passava das 22:00h quando cheguei a casa. Ía contente, vinha acabada dum banho com ZenSensations e uma aula de Yoga. Entro em casa e a Silvia ao telefone aflita "Já chegou. A V já chegou."
"Oh V eu estava e pôr água na panela e caiu uma barata gigante e vermelha asquerosa, que nojo!" - Que exagero pensei eu, mas ela estava histérica. A cozinha estava fechada. Abri a porta e aos poucos fomos retirando as coisas da cozinha para encontrarmos a barata. Encontrar, no singular, a Silvia ficou no corredor em cima duma cadeira a olhar para mim, do auge do seu metro e oitenta tem medo de barata, entra mesmo em pânico. Lá descobri a barata ao pé dos esfregões da loiça. Após meio frasco de spray para rastejantes lá parou de mexer as patinhas. A Silvia até tinha razão, era asquerosa...
De luvas, juntei folhas de rolo de cozinha num saco de plástico para apanhar a morta. Mas ainda me fazia confusão.
De uma assentada esborrachei-a com a garrafa de água que estava ao lado, não fosse ela estar só a fingir de inanimada. Saco com ela, mais luvas e papel. Tudo no lixo.
E a cozinha levou uma desinfestação à séria.
Chega a Ema a casa. Também tem pânico de baratas. Cabe-me a mim o papel de exterminadora... Numa casa de Lisboa também o campo vem à cidade. Só queríamos saber donde ela saiu.
"Oh V eu estava e pôr água na panela e caiu uma barata gigante e vermelha asquerosa, que nojo!" - Que exagero pensei eu, mas ela estava histérica. A cozinha estava fechada. Abri a porta e aos poucos fomos retirando as coisas da cozinha para encontrarmos a barata. Encontrar, no singular, a Silvia ficou no corredor em cima duma cadeira a olhar para mim, do auge do seu metro e oitenta tem medo de barata, entra mesmo em pânico. Lá descobri a barata ao pé dos esfregões da loiça. Após meio frasco de spray para rastejantes lá parou de mexer as patinhas. A Silvia até tinha razão, era asquerosa...
De luvas, juntei folhas de rolo de cozinha num saco de plástico para apanhar a morta. Mas ainda me fazia confusão.
De uma assentada esborrachei-a com a garrafa de água que estava ao lado, não fosse ela estar só a fingir de inanimada. Saco com ela, mais luvas e papel. Tudo no lixo.
E a cozinha levou uma desinfestação à séria.
Chega a Ema a casa. Também tem pânico de baratas. Cabe-me a mim o papel de exterminadora... Numa casa de Lisboa também o campo vem à cidade. Só queríamos saber donde ela saiu.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Edição
Vou partilhar uma situação convosco.
Existem poucas coisas onde não me importo de gastar dinheiro, livros, música, malas, sapatos, pipas e por aí. Os livros estão no topo, consumo muito. Vejo-os como transportadores de conhecimento capazes de nos fazer sentir algo que está em palavras, para mim chegam a ser relíquias! Desta forma sou muito exigente com os livros que compro,desagrada-me profundamente quando destaco erros neles, e foi o que me aconteceu no que ando a ler agora. Há duas semanas fui à FNAC e comprei alguns livros, um deles comecei a ler há uns dias e chegando às páginas 31-32 reparei que faltava texto. O livro tem-se mostrado com a leitura, é dos que dão prazer ler, estava entusiasmada e chegando à 31-32 faltava texto. Fiquei ansiosa nos dias seguintes, não tinha a factura para ir trocá-lo e não consegui continuar a ler sabendo que havia algo que faltava ali, pura e simplesmente não consegui. Ontem, ao efectuar a troca descobriu-se que toda aquela edição estava mal impressa, ainda fiquei mais ansiosa, mas lá me descobriram o último exemplar da edição anterior que estava ok.
Antes dum livro ir para o mercado deviam fazer bem o trabalho de revisão, inclusive após uma nova edição, não suporto encontrar livros literários com erros linguísticos ou de revisão, são "peças" com demasiado valor cultural para serem negligenciadas.
Existem poucas coisas onde não me importo de gastar dinheiro, livros, música, malas, sapatos, pipas e por aí. Os livros estão no topo, consumo muito. Vejo-os como transportadores de conhecimento capazes de nos fazer sentir algo que está em palavras, para mim chegam a ser relíquias! Desta forma sou muito exigente com os livros que compro,desagrada-me profundamente quando destaco erros neles, e foi o que me aconteceu no que ando a ler agora. Há duas semanas fui à FNAC e comprei alguns livros, um deles comecei a ler há uns dias e chegando às páginas 31-32 reparei que faltava texto. O livro tem-se mostrado com a leitura, é dos que dão prazer ler, estava entusiasmada e chegando à 31-32 faltava texto. Fiquei ansiosa nos dias seguintes, não tinha a factura para ir trocá-lo e não consegui continuar a ler sabendo que havia algo que faltava ali, pura e simplesmente não consegui. Ontem, ao efectuar a troca descobriu-se que toda aquela edição estava mal impressa, ainda fiquei mais ansiosa, mas lá me descobriram o último exemplar da edição anterior que estava ok.
Antes dum livro ir para o mercado deviam fazer bem o trabalho de revisão, inclusive após uma nova edição, não suporto encontrar livros literários com erros linguísticos ou de revisão, são "peças" com demasiado valor cultural para serem negligenciadas.
Televisão
Caros,
Desde há uns tempos para cá que se observa uma queda na qualidade na programação televisiva da difusão pública. Pretende-se que a TV seja um veículo de comunicação e educação para o grande público, mas a falta de conteúdos na programação é escandalosa. Tenho que dar os parabéns a alguns canais da cabo, e à RTP 2 pelas excelentes séries que transmitem a horas decentes. A RTP, SIC e TVI privilegiam os seus espectadores mas mais ao fim de semana à tarde.
Agora um canal específico merece o meu comentário - a SIC - tem vindo a piorar os programas que emite desde há alguns meses, talvez com a contratação do novo Director de Programação. Tem apostado em formatos de fraca qualidade e parece ter como objectivo único aumentar as audiência sem se preocupar com as necessidades dos que a ela assistem. Na minha qualidade de espectadora sinto-me um pouco defraudada. Por um lado aposta em decalques doutras estações, por outro os nossos programas de entretenimento que emite são... nem sem bem como defini-los. O Momento da verdade é um programa do meu ponto de vista mais complexo do que aparenta: se no início parecia uma confissão de maus vícios e pensamentos que não devem ser ditos em televisão (para própria segurança da identidade do concorrente), após visionar algumas vezes nota-se que é muito mais do que isso. A parte pós avaliação das resposta mereceu o meu interesse na medida de avaliação do carácter daquele concorrente, os avaliadores é que podiam ser outros, em vez de figuras públicas propunha psicólogos e outros trabalhadores da mente humana. Acho graça à Vip Manicure, tem um bom elenco e a parte dos sinónimos é sempre peculiar, dá uns bons exercícios linguísticos. A novela da tarde, a Rebelde Way também é satisfatória, é pena é o seu horário, a Roda da Sorte não faz sentido nenhum, o que fez sucesso há 20 anos não é sinónimo de sucesso agora, o público torna-se mais exigente e quer formatos originais mas com QUALIDADE, é o que falta muito na tv em Portugal. Até os pivots de notícias deixam a desejar, não são idóneos, têm que se abster de dar as suas opiniões, têm que ser isentos no momento de noticiar. Após a passagem de informação podem então fazer passar a sua opinião, mas numa espécie de espaço para comentários, nunca enquanto a mensagem é passada, temos que aprender a pensar enquanto assistimos ao jornal e a tirar as nossas próprias conclusões, nesse aspecto a RTP está muito bem. Agora dão-nos a informação já mastigada e digerida como esperam que nos envolvamos na actualidade do país? Assim não dá gosto receber informação, basta darem-nos o entretenimento, que é quase o que já fazem!
Desde há uns tempos para cá que se observa uma queda na qualidade na programação televisiva da difusão pública. Pretende-se que a TV seja um veículo de comunicação e educação para o grande público, mas a falta de conteúdos na programação é escandalosa. Tenho que dar os parabéns a alguns canais da cabo, e à RTP 2 pelas excelentes séries que transmitem a horas decentes. A RTP, SIC e TVI privilegiam os seus espectadores mas mais ao fim de semana à tarde.
Agora um canal específico merece o meu comentário - a SIC - tem vindo a piorar os programas que emite desde há alguns meses, talvez com a contratação do novo Director de Programação. Tem apostado em formatos de fraca qualidade e parece ter como objectivo único aumentar as audiência sem se preocupar com as necessidades dos que a ela assistem. Na minha qualidade de espectadora sinto-me um pouco defraudada. Por um lado aposta em decalques doutras estações, por outro os nossos programas de entretenimento que emite são... nem sem bem como defini-los. O Momento da verdade é um programa do meu ponto de vista mais complexo do que aparenta: se no início parecia uma confissão de maus vícios e pensamentos que não devem ser ditos em televisão (para própria segurança da identidade do concorrente), após visionar algumas vezes nota-se que é muito mais do que isso. A parte pós avaliação das resposta mereceu o meu interesse na medida de avaliação do carácter daquele concorrente, os avaliadores é que podiam ser outros, em vez de figuras públicas propunha psicólogos e outros trabalhadores da mente humana. Acho graça à Vip Manicure, tem um bom elenco e a parte dos sinónimos é sempre peculiar, dá uns bons exercícios linguísticos. A novela da tarde, a Rebelde Way também é satisfatória, é pena é o seu horário, a Roda da Sorte não faz sentido nenhum, o que fez sucesso há 20 anos não é sinónimo de sucesso agora, o público torna-se mais exigente e quer formatos originais mas com QUALIDADE, é o que falta muito na tv em Portugal. Até os pivots de notícias deixam a desejar, não são idóneos, têm que se abster de dar as suas opiniões, têm que ser isentos no momento de noticiar. Após a passagem de informação podem então fazer passar a sua opinião, mas numa espécie de espaço para comentários, nunca enquanto a mensagem é passada, temos que aprender a pensar enquanto assistimos ao jornal e a tirar as nossas próprias conclusões, nesse aspecto a RTP está muito bem. Agora dão-nos a informação já mastigada e digerida como esperam que nos envolvamos na actualidade do país? Assim não dá gosto receber informação, basta darem-nos o entretenimento, que é quase o que já fazem!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Sinónimos!
Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.
Amandar
O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'
Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
Capom
Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
Disvorciada
Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.
É assim...
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.
Êros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Falastes, dissestes...
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES..
Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.
Há-des
Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia...'
Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante 'Inclusivel'.
Mô
A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?
Númaro
Também com a vertente 'númbaro'. Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.
Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: 'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.
Pitaxio
Aperitivo da classe do 'mindoím'.
Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um 'prontus'! Fica sempre bem.
Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais... Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.
Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'...
Tipo
Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?
Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.
O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.
Amandar
O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'
Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
Capom
Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
Disvorciada
Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.
É assim...
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.
Êros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Falastes, dissestes...
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES..
Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.
Há-des
Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia...'
Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante 'Inclusivel'.
Mô
A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?
Númaro
Também com a vertente 'númbaro'. Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.
Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: 'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.
Pitaxio
Aperitivo da classe do 'mindoím'.
Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um 'prontus'! Fica sempre bem.
Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais... Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.
Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'...
Tipo
Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?
Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Um Único Sentimento Tem Múltiplas Causas
É necessário assinalar que um sentimento que ocorre na nossa alma, geralmente não tem uma causa única. É, se me é possível servir desse termo, uma certa dose que produz a sua força e variedade. O espírito consiste em saber impressionar vários orgãos simultaneamente; e se examinarmos os diferentes escritores, veremos talvez que os melhores e os que mais agradaram, são aqueles que estimularam na alma mais sensações ao mesmo tempo.
Baron de Montesquieu, in "Ensaio Sobre o Gosto"
Baron de Montesquieu, in "Ensaio Sobre o Gosto"
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